Entrevista com Ignácio Nogueira Neto, técnico da categoria sub 20 de Futebol da Tuna Luso Brasileira
ENTREVISTA COM IGNÁCIO DE LOIOLA ÁLVARES NOGUEIRA NETO, TÉCNICO DA CATEGORIA SUB 20 DE FUTEBOL DA TUNA LUSO BRASILEIRA.
O Blog da Águia Tunante Guerreira entrevistou no dia 5 de agosto o técnico do futebol SUB-20 da Tuna Luso Brasileira, Ignácio Nogueira Neto, Paraense, 38 anos, formado em licenciatura plena em Educação Física, também formado em Geologia, com pós-graduação em Gestão Escolar e mestre em Geociências. Sob seu comando a Tuna conquistou o campeonato paraense Sub-20 de futebol de 2023, derrotando na final o Paysandu com uma campanha arrasadora. Foram 15 jogos com 15 vitórias, 96 gols marcados e apenas 5 sofridos. Campanha 100% de aproveitamento. Mais recentemente o Sub -20 da Tuna conquistou a Copa Metropolitana de Futebol Sub-20 e a Super Copa Grão-Pará Sub-20, derrotando respectivamente o Belenense e o time de Capitão Poço.
Pergunta 1- Como começou sua carreira como técnico de futebol?
Ignácio: “Minha carreira como técnico em equipes de alto rendimento começou em 2010, no Colégio Santa Rosa, com equipes sub-14 e sub-17 de futsal. Até o ano passado conseguimos nos tornar 11 vezes campeões estaduais de futsal, campeões brasileiros duas vezes, uma no sub-14 em 2013 (equipe que revelou atletas como Vinicius Zanocelo (ex Santos, Ponte Preta e Fortaleza), Airton Moises (ex Palmeiras, Cruzeiro, Atlético Goianiense e atualmente no Guarani), João Diogo (ex Remo, Cruzeiro, Figueirense) e uma no sub-18, o que nos credenciou para ir para o mundial representando o Brasil em Belgrado, capital da Sérvia,e, para nossa felicidade, fomos campeões do mundo. Pela primeira vez uma equipe do Norte representando o Brasil foi campeã do mundo de futsal no sub-18. O que também credenciou o jovem treinador a vencer o Troféu Rômulo Maiorana 2024 na categoria de Personalidade Esportiva.
Ano passado, em 2023, participei do meu primeiro projeto de futebol de campo com o colégio Santa Rosa. Tornamo-nos campeões estaduais e também brasileiro, no campeonato brasileiro sub-18 estudantil, batemos grandes equipes do Brasil como o Ceará, Brasiliense e o Brusque de Santa Catarina na grande final. Isso chamou a atenção dos diretores da Tuna, que já me conheciam pela questão do futsal, pelo que a gente vinha fazendo no âmbito estadual e nacional, chamando a atenção pelos resultados no futebol de campo também, porque o nível da competição foi muito alto. O Corinthians estava participando pelo Estado de São Paulo, o Retrô pelo Estado de Pernambuco, o clube Ceará o seu estado, o CRB, representando o Estado de Alagoas. Enfim, havia vários clubes nessa competição e conseguimos fazer uma excelente campanha, o que chamou a atenção da diretoria da Tuna que me fez o convite e eu vim para a Tuna Luso, foi assim que eu cheguei em agosto de 2023 para iniciar um processo no sub-20, que na época estava um pouco desorganizado. Conseguimos junto com a comissão técnica, diretoria e confiança dos novos atletas criar um novo processo de formação para esses meninos, tornando a Tuna após mais de vinte anos de novo campeã paraense do futebol sub-20, em 2023, com 100% de aproveitamento, invicta.
Esse alto desempenho fez o professor Júlio César, que estava no profissional, aproveitar 9 atletas do grupo de jogadores do sub-20, que fizeram parte do elenco tunante que foi campeão da Copa Grão-Pará. Isso foi muito importante para o início do nosso trabalho, porque o que é mais importante na base não é só a questão de títulos, mas sim formar atletas para compor o grupo de futebol profissional. Foi com esse objetivo que o Éder e o Vinicius me trouxeram, para formar atletas com a melhor qualidade possível para a Tuna. Foi um projeto muito bom. O Ignácio surgiu como uma aposta e viram que poderia dar certo no futebol de campo. Graças a Deus, que nossa carreira vem sendo abençoada, neste ano de 2024 conseguimos dar continuidade ao trabalho e nos tornarmos campeões da Copa Grão Pará Metropolitana e da Super Copa Pará, de forma invicta, o que levará a Tuna a disputar após 24 anos a Taça São Paulo de Futebol Júnior.
Demos início no dia 5 de agosto de 2024, o ciclo para a Copa do Brasil, pois o título de campeã paraense credenciou a Tuna para ser participante paraense nesta competição e também estamos iniciando a preparação para a Copa São Paulo de Futebol Júnior, que acontecerá em janeiro de 2025. Intercalado a estas competições, haverá o campeonato paraense de futebol de campo sub-20, em outubro deste ano e pretendemos buscar o bicampeonato.”
Pergunta 2-Como foi sua experiência no Pedreira, neste ano de 2024, em uma parceria com a Tuna?
Ignácio: “Foi uma experiência muito válida, com êxito valioso, tanto para o Pedreira como para a Tuna Luso. O Pedreira conseguiu o título da série B2, de forma invicta, fazendo 6 jogos, com 19 gols marcados e apenas dois sofridos, com o artilheiro do campeonato sendo o Palhoça (9 gols), com 80% do elenco com jogadores que foram campeões pela Tuna no campeonato paraense sub-20 do ano passado. Essa parceria possibilitou que os jogadores do sub-20 da Tuna ganhassem minutagem, jogando pela categoria profissional. Para a Tuna o ganho foi esse, e para os atletas e para a comissão técnica foi bom também, pois a base da comissão técnica do Pedreira foi a nossa comissão técnica do profissional e do sub-20 da Tuna. Foi um feito histórico para o “gigante da ilha”, o Pedreira, que conseguiu ser campeão e o acesso para a série B1 do campeonato paraense e foi muito positivo para os nossos atletas que conseguiram ganhar mais experiência, mais rodagem. Experiências assim, com parcerias que podem ser com o Pedreira ou outros clubes, possibilitam dar minutagem para nossos atletas, o que é importante para a formação deles. A competição foi para atletas sub-23, que sobem do sub 20 até 23 anos, podendo conter 5 atletas com mais de 23 anos.”
Pergunta 3- O que foi feito para a Tuna ter tido sucesso nos últimos títulos dela no sub 20 de futebol?
Ignácio: “O que é esse sucesso? É um trabalho que envolve disciplina, organização, continuidade e que tem atrelada a ciência no processo. Você não pode trabalhar de forma aleatória, na Tuna o que vem se fazendo é a organização do processo de formação destes meninos no sub 20 e estamos também estendendo para as demais categorias, sub 17 e sub 15, com o professor Sila e o professor Analdo, para que esta formação tenha uma mesma metodologia.
A metodologia que a gente utiliza é a periodização do treinamento. Há a planificação dos ciclos de treinamento, semanais, mensais e em termos de semestre, ano, colocando as competições como prioridade e fazendo controle de carga diariamente nestes atletas, melhorando os 4 elementos nestes atletas, que são os principais para a modalidade futebol: aptidões físicas (força, velocidade e resistência); elementos técnicos; parte tática e parte mental. A gente vem organizando isto de uma forma planificada, organizada, gradual, tendo um processo contínuo e isso vem dando muito certo no nosso trabalho e outros elementos que são trabalhados no dia a dia. Estamos felizes pelo que estamos construindo e o legado que estamos deixando para a base da Tuna Luso.”
Pergunta 4- Qual a importância do preparo físico e mental? Você considera este tipo de preparo tão importante como as partes tática e técnica?
“Com toda a certeza. No futebol, no desporto coletivo em geral, existem 4 elementos que são fundamentais, como já mencionei. A parte mental em um jogo é tão importante ou mais que os demais elementos. A parte mental tem dominância de cerca de 60% em média. O atleta precisa estar preparado mentalmente para todas as fases do jogo, fase com bola, sem bola, fases de transição defesa-ataque e ataque-defesa. Tudo isso a gente gera por meio de comportamentos nos treinamentos. O trabalho periodizado te dá estes elementos de uma forma orientada, porque o atleta recebe o planejamento semanalmente do que ele vai fazer a semana toda, então o sucesso é criar uma rotina vencedora com as principais vertentes para o nosso atleta. Esta rotina é constituída pela organização, pelo planejamento do trabalho. Então você consegue fazer de forma planificada, digamos que você tem mais chance de conseguir o êxito. Isto não quer dizer que você vai ser campeão sempre, mesmo que trabalhando de forma correta. Mas ter uma formação de excelência você vai conseguir e o título vai ser consequência do momento envolvendo as variáveis que eu já mencionei. Logo, a parte mental é trabalhada diariamente com nossos atletas na Tuna Luso levando a ciência muito em consideração, com base nestes elementos.”
Pergunta 5- Como você considera que está a Tuna no geral como um clube formador de jogadores de futebol?
Ignácio: “Nós estamos ainda em uma realidade um pouco distante dos grandes centros do Brasil, porque no futebol tem duas coisas tão importantes como os outros aspectos que eu expliquei, uma delas é a captação de recursos. Você tem que ter dinheiro para fazer futebol. Futebol não se faz sem dinheiro. A outra coisa é a parte organizacional. No caso da Tuna, o Vinicius e o Eder Pisco, que estão na direção de futebol, vem trabalhando bastante nesta questão, nos dando a melhor condição possível que o clube tem atualmente, mas eu vejo a Tuna como o clube no Pará com um potencial enorme para se tornar, quem sabe daqui a algum tempo, um centro formador CBF. Aqui na Tuna temos espaço e uma localização privilegiada, no centro da cidade. Precisamos continuar melhorarando a cada dia os processos, e, obviamente também é preciso haver a continuação da capacitação dos profissionais que atuam pela Tuna Luso. Então, para melhorar a condição de formação do atleta, você precisa melhorar o clube como um todo. Hoje nós temos, como eu já falei, condições para tornar a Tuna um clube formador, CBF. Mas será preciso o apoio de empresas e apoio governamental, de modo que entrem recursos, para que as coisas possam melhorar cada vez mais em nosso clube.”
Pergunta 6- Quais são as perspectivas para as próximas competições do sub 20 da Tuna, nas competições nacionais e para o próximo campeonato paraense da categoria? Virão jogadores de outros clubes para reforçar a Tuna nestas competições?
Ignácio: “Com toda a certeza, como eu já falei, a partir deste dia 5 estamos iniciando este ciclo para a Copa do Brasil Sub 20, para o campeonato paraense e já fazendo o macrociclo para a Copa São Paulo de Futebol Júnior. Para as competições nacionais, obviamente, as dificuldades são maiores, a responsabilidade aumenta, pois não estaremos representando só a Tuna, mas também o Estado do Pará. No dia de hoje, já se apresentaram 5 atletas, que vieram de outras equipes, não só do Pará como de outros estados. Durante esta semana irão chegar novos atletas para compor. Por que? Para você competir bem, contra adversários, você precisa sempre aumentar o nível, a qualidade do seu grupo internamente, então a competição interna, ela é que dá capacidade de fazer o atleta evoluir cada vez mais nos treinamentos e competir de uma forma melhor. Desta forma, a Tuna está atenta, a gente não quer só participar, quer realmente fazer uma campanha histórica para o nosso clube e vamos trabalhar com todo o empenho, com a disciplina e dedicação de sempre, para conseguirmos mais este êxito para o clube.
Já estão vindo jogadores de fora para reforçar a Tuna. Temos um time campeão, já temos uma base, mas claro que atletas que se destacaram por outros clubes nos interessam porque a Tuna é um celeiro de bons atletas e obviamente estamos de olho e estamos captando da melhor forma para deixar nossa equipe mais forte”.
Pergunta 7: Quais as chances dos jogadores do sub 20 da Tuna serem aproveitados no elenco profissional para 2025?
Ignácio: “Chances totais! Já temos alguns atletas do sub 20 que tem contrato com a Tuna e assim que chegar o técnico da equipe profissional, ele poderá aproveitá-los. Há atletas que tem chamado a atenção de outros clubes, que já procuraram a Tuna para saber mais sobre eles, clubes paraenses e clubes de fora. A Tuna tem chamado atenção. Há clubes que tem acompanhado a Tuna e já chegaram a sondar alguns atletas. Eu pedi para a diretoria da Tuna segurar, pois temos competições importantes e não é o momento de liberar jogador. Agora é o momento de fazer história pela Tuna, até para completar melhor este ciclo de formação deles, de refinar melhor para que eles possam chegar bem ao profissional. Não é só subir o atleta, é você subir o atleta com condições para que ele possa ajudar.
No ano passado o professor Júlio já utilizou alguns atletas com 5 meses de trabalho nosso. O professor Júlio tem conversado bastante comigo. Ele acompanha nosso sub 20. Há uma conversa, uma possibilidade de que ele possa voltar para a equipe profissional ano que vem, até porque fez um grande trabalho aqui na Tuna. Ele vem acompanhando os jogos, vem conversando comigo para estar acompanhando de perto estes meninos. Então, provavelmente, se for a vontade de Deus dele voltar, ele deve aproveitar grande parte destes meninos para a equipe profissional, até porque os meninos estão fazendo a diferença, estão fazendo por merecer. Com um ciclo maior de preparação, que é o que estamos tendo, com calendário cheio o ano todo, então provavelmente estes atletas estarão ainda mais preparados dos que os que subiram ano passado”.
Pergunta 8: Você considera que há jogadores do Sub 20 da Tuna com possibilidade de jogar no futuro em clubes de outros Estados, grandes clubes de outros Estados?
Ignácio: “Com certeza! Hoje a nossa base vem chamando a atenção de diversos clubes do Brasil.O que está acontecendo no futebol brasileiro? Estes grandes clubes não estão esperando o atleta se profissionalizar para ir atrás. Eles estão captando estes atletas com 13, 14, 15 anos. E todo ano a Tuna perde atletas para estes grandes centros, em virtude disso. Eles levam cedo nossas jóias. Então o que temos de fazer? Estruturar cada vez mais nosso clube para criar condições e assim segurar o atleta, ter calendários anuais, para que a gente consiga segurar os atletas na Tuna com cada vez mais investimentos, tem que dar uma estrutura melhor para o atleta, a partir desta idade mais nova. Portanto, a formação não começa no sub 20. Ela finaliza no sub 20! O atleta, ele já tem que chegar no sub 20 com capacidade máxima desses 4 elementos já citados por mim. Assim, no sub 20 este jogador é somente lapidado, refinado, para esta transição final para o profissional. É isto que os grandes centros no Brasil estão fazendo. Precisamos na Tuna modelar esse processo cada vez melhor.
Já demos início, mas é preciso a cada mês, a cada semestre, a cada ano ir refinando e melhorando cada vez mais. No entanto, para isto acontecer, volto a dizer, a gente precisa de investimento maior para a Tuna Luso. Profissionais capacitados já temos, processo a gente já tem. O que é preciso é captar estes recursos para segurar este atleta aqui, porque financeiramente nós não temos condições ainda de disputar com estes grandes centros. ”
Pergunta 9: A Tuna já revelou jogadores como o Geovani e o Ganso para o futebol brasileiro. Você considera que há chances de voltar a revelar jogadores assim?
Ignácio: “Quando se vive no futebol este saudosismo é interessante, é bom porque é uma cultura do clube, mas é preciso olhar para a frente, pois como eu já disse, se continuarmos neste processo, melhorando cada vez mais o clube como um todo, a gente vai criar condições para formar novos Geovanis e Gansos. Mas este saudosismo que o futebol paraense muitas vezes vive, sobre o que foi, isto muitas vezes atrapalha o presente e o futuro. Precisamos olha o agora. Precisamos ver como está nossa condição. Não estou falando só sobre a Tuna. Falo de uma forma geral, da formação de todos os clubes do Pará. Precisamos acordar para isto, para que possamos formar novos atletas de grande potencial que possam chegar um dia servir a seleção brasileira como foi nos casos do Geovani, que jogou até na Copa do Mundo e o Paulo Henrique Ganso, que serviu à seleção olímpica do Brasil.”
Pergunta 10: Os jogadores do futsal da Tuna podem ser aproveitados no futebol de campo também?
Ignácio: “Com certeza. São excelentes atletas, multicampeões também, alguns já fazem parte comigo desde o colégio Santa Rosa, do nosso projeto lá, fomos campeões do JEPs, campeões estaduais, e alguns atletas da Tuna vão para o brasileiro comigo representar o Estado do Pará nos Jogos Estudantis Brasileiros (JEBs), que vale vaga para o sulamericano de Futsal, atletas da Tuna e oriundos do Colégio Santa Rosa, que jogam futebol de campo. Foram campeões do “Amazon” na cidade de Castanhal. Destaco que vem sendo feito um bom trabalho na transição destes meninos do futsal para o futebol de campo. O futsal é uma escola para o futebol de campo. Estão sendo aproveitados na categoria sub 15, com o professor Analdo, no sub 13 também com o professor Jeferson, há Kids com jogadores começando desde os 9 anos, jogando futsal e futebol de campo com o professor Jean Carlo. Não há como desvincular. É um processo que é necessário. Não é um luxo você ter um atleta que joga futsal e futebol de campo. É necessário até 15 para 16 anos, aí você separa quem realmente fica no futsal e quem fica só no campo”.
Pergunta 11: Você possui um compromisso com a Tuna até quando? Em 2025 ainda faz parte dos seus planos continuar na Tuna?
Ignácio: “É uma boa pergunta. Eu tenho contrato com a Tuna até este ano. A gente vai esperar este segundo semestre. Agora uma das minhas metas profissionais é tirar minha licença CBF, que é importante para me qualificar cada vez mais. Porém, eu entrei para a Tuna para deixar um legado para a nossa base. Acho que isso está acontecendo, não só pelos títulos, mas pelo que hoje se enxerga o nível de trabalho que vem sendo desenvolvido aqui diariamente. Eu costumo colocar nas mãos de Deus, eu acho que não se deve pular etapas, é preciso fazer um bom ciclo de Copa do Brasil, de uma boa Copa São Paulo para o clube, para ajudar estes meninos a ter uma condição melhor de vitrine, de formação. Após a virada de 2024 para 2025, após acabar este processo, irei reunir novamente com a diretoria da Tuna e ver o que é melhor para o clube e para o Ignácio também, achar um denominador comum para ambos”.
Pergunta 12- Você tem vontade de ser técnico de um time profissional de futebol?
Ignácio: “Quando iniciei no futebol foi justamente para isto, me capacitar para que em breve, muito em breve, eu já esteja apto, disponível para algum clube, estruturado, com planejamento dentro do perfil como eu gosto de trabalhar, com uma comissão técnica boa, capacitada, que eu confie também, para que eu consiga bons resultados no âmbito da categoria profissional, que é a principal. Todo treinador sonha com isto, estar em um grande clube, estruturado, quem sabe até eu consiga fazer isto pela própria Tuna Luso. É tudo no tempo de Deus, seguindo os desígnios Dele. Eu venho estudando e me capacitando cada vez mais, com muita humildade, respeitando todo mundo, respeitando o tempo de amadurecimento meu como profissional e a gente espera que muito em breve esteja galgando estes novos passos na nossa carreira. Aguardarei a oportunidade certa.”
Pergunta 13- Que mensagem você deixaria para a torcida da Tuna sobre se os jogadores do sub 20 podem ter também um bom rendimento no futebol profissional, ajudando a Tuna a conquistar títulos no ano quem vem?
Ignácio: “Que tenha esperança em dias de glória! Conquistamos a Copa Grão Pará com atletas que subiram do time campeão sub 20. Por exemplo, o lateral direito que jogou a final foi campeão sub 20 pela Tuna e jogou a B2 pelo Pedreira, emprestado, ou seja, iniciou-se um trabalho ano passado que já gerou frutos para a Tuna. E, este ano, como eu falei, com o ciclo maior a tendência é se conseguir mais atletas prontos para jogar, para fazer parte deste elenco profissional e eu quero agradecer à torcida da Tuna. Eu acho que estamos resgatando o amor de vestir novamente a camisa da Tuna, de ir para o estádio. Agradecer pelo respeito e o carinho que o torcedor tunante tem pelo meu trabalho, pelo carinho que recebo nas redes sociais (@ignacioneto7) e aqui no clube. Eu me sinto em casa aqui na Tuna, é um clube que eu amo trabalhar, que eu amo defender e estou muito feliz. A torcida pode esperar muita dedicação, muito empenho nosso, muita disciplina, muita humildade, muita confiança no que a gente vem fazendo e com toda a certeza buscando cada vez mais, além de estar formando atletas, conquistar títulos para a nossa Tuna. Quero agradecer a todos e em 2025 tenho certeza que será um grande ano para o time profissional como também para a base cruzmaltina.”


