Entrevista com o senhor Edson Ari, Diretor de Esportes Olímpicos da Tuna Luso Brasileira .
Edson Ari, Diretor de Esportes Olímpicos da Tuna Luso Brasileira
(esportes: Esporte Náutico, Voleibol Masculino e Feminino, Natação Masculina e
Feminina). Ele é Paraense de Belém do Pará. Engenheiro Civil com Mestrado em Engenharia
Civil (UFPa) e em Educação (UNB) e com especialização em Engenharia de
Embarcações (UFPa).
1- Qual seu histórico na Tuna?
"Na realidade eu tenho um histórico de ligação com o o clube desde o tempo que eu fui diretor de futebol de salão , fui presidente da Federação de Futebol de Salão, tive uma relação muito boa com o Augusto Castro , o "Capitão" (técnico da base de futebol de salão da Tuna? ) , Dona Creuza, mãe do Ganso, aquela turma maravilhosa da Tuna que, junto com o Remo alavancavam bons resultados do Futsal de Belém nas décadas de 1970 e 1980. Nessa época eu conheci o Alírio Gonçalves (que foi presidente da Tuna), o Genésio Mangine e o Jacinto Campina (diretores) o Eduardo Boulhosa (ex-presidente da Tuna), o meu amigo Celestino Vidonho, que me trouxeram aqui para ficar como diretor na Tuna. Logo em seguida tive de sair e na gestão passada da presidente Graciete, o Miltoniel, que na ocasião era vice-presidente da Tuna, me viu no clube quando eu estava comprando ingresso para um jogo e me convidou para conversar e a partir de então me pediu ajuda na Náutica e eu ajudei no que eu podia, mas na época na Náutica tinham deixado sair os atletas e o que pudemos fazer foi a recuperação da estrutura física. Conseguimos na parte de construção fazer a sondagem de solo, a Fundação . Deixamos lá na Náutica toda a parte de estrutura metálica e nesse pequeno período quando íamos começara a ponte não pudemos porque a Tuna estava passando por um período específico que era a eleição. Está tudo planejado para execução, a estrutura metálica está lá, mas infelizmente não foi possível fazer a ligação trifásica e as máquinas só ligam com esse tipo de ligação elétrica. Estamos esperando por isto, o presidente Miltoniel já me pediu que eu ajudasse, ao mesmo tempo que eu devo repassar para o Roberto, vice-presidente, a responsabilidade de execução e os processos administrativos. No momento é impossível estar na Náutica, estar na sede, ter meus compromissos profissionais meus compromissos sociais e cuidar da minha filha. Ficarei apenas como reserva técnica e como consultor"
2-Quais seus objetivos como diretor e qual a situação dos esportes que o senhor está apoiando?
"Vou começar falando das minhas pretensões aqui no clube agora. Eu estou querendo logo convocar oficialmente uma pessoa de minha confiança, o Sílvio, sobre vôlei de praia. Nós vamos fazer esse vôlei de praia com uma atividade ímpar, colocar gente jovem, gente bonita na Tuna. Atrair mais sócios, fazer este empreendimento. Agora em julho o Sílvio vai fazer um torneio, eu vou apoiar. Destaco que não dependemos de terceiros, basta convidar um grupo de tunantes e vamos executar, assim como fizemos preparando todos os banheiros,colocando refletores e realizando esse evento do campeonato de polo aquático . Vou solicitar ao Miltoniel, junto com a sua diretoria, para dar um grande presente para o Mário, profissional que deve ter uns 40 anos aqui na Tuna, um presente para ele junto com a Larissa (campeã olímpica de vôlei de praia que começou a carreira na Tuna). Vou pedir para o Mário ser agraciado com título de benemérito. O vôlei de praia só existe ainda só como social, mas vamos implantar como esporte olímpico. Em Belém há a prática de vôlei de praia em alguns clubes, mas não como esporte olímpico. E também quero ver se implanto o polo aquático na Tuna. Este evento nacional era para ter sido realizado na UEPA, mas a Federação de Esportes Aquáticos pediu para a Tuna realizar por alguns imprevistos que houve que impossibilitaram ser realizado na UEPA. Eu reuni com o Miltoniel e realizamos aqui na Tuna, tomando todas as providências necessárias para o evento ser realizado"
Situação do Futsal
"Sobre o FUTSAL estamos na seguinte situação: Encontramos o futsal na Tuna com várias categorias administradas por diferentes grupos e assim fica ingovernável, com treinadores em diversas categorias. Estamos marcando para fazer uma grande seletiva para recuperar a Tuna para participar das competições. Conseguimos colocar o Futsal sem hemograma. Fizemos uma reunião em Campinas. Eu, a Eneida, o Salatiel, o Miltoniel e contando com a presença do Cabral do financeiro para ver até onde podíamos avançar com os recursos que temos. Chegando lá em Campinas conseguimos incluir o Futsal da Tuna no CBC. Hoje ainda não temos uma equipe de disputa no Futsal. Acabou ficando misturado com o futebol de campo. Estamos organizando o Futsal. Já temos o treinador que está sendo contratado, juntamente com um outro profissional que vem para o vôlei, com estas despesas pagas pelo CBC. O técnico do Futsal será a partir do sub14 até sub 21. Também haverá a colaboração do Zé Raimundo e vamos ajustar horários e procedimentos. Só este ano já temos duas viagens à disposição. Ainda não está programado porque ainda serão formados times de futebol de salão. O Cabral fez uma análise e informou que se forem feitas 60 viagens pelo CBC a Tuna terá vantagem junto ao mesmo , considerando que a Tuna paga uma parte para o CBC. Destaco que o esporte náutico saiu momentaneamente do CBC para ter espaço para o Futsal. "
Situação da natação
"A natação está constantemente viajando para o CBC. Hoje estamos com o atleta Ícaro em Uberlândia nadador principalmente de peito, mas que também compete em outros estilos, disputando competições nacionais. Ele vai com o técnico Max. Tem uns 18 anos. É cria da Tuna. A natação é o maior celeiro de medalhas e podiuns conquistados pela Tuna. Até junho de 2025 já conquistamos mais de 40 medalhas.
Situação do vôlei
“E quanto ao vôlei, na atualidade é nossa melhor imagem. No vôlei feminino temos um grande parceiro, o empresário Alberto Tuma. Quando eu cheguei já existia esta parceria. Somos campeões no vôlei feminino que agora vai para a Taça Brasília, já estivemos na Taça Paraná. No brasileiro a Tuna no sub 16 ficou em quinto lugar. No vôlei feminino não temos preocupações financeiras. O colégio MAPLE, nosso parceiro, paga a maior parte das despesas.
No vôlei masculino estamos evoluindo. Temos uma grande profissional que é a Betânia e se uniu ao Hudson. Eu chamei os dois e fizemos um planejamento. Estamos agora com a prefeitura de.Parauapebas, o que tornou possível a prefeitura pagasse as despesas em Natal com a equipe da Tuna. O Hudson teve de viajar para Parauapebas com a equipe e assim conquistou a confiança deles lá. Há atletas oriundos da Tuna e outros de Parauapebas e outros municípios.
No vôlei masculino a Betânia tem feito um trabalho gigantesco. Nós fizemos um planejamento.. O Hudson e a Betânia arrumaram parceria com uma empresa de transporte terrestre que paga as passagens para Parauapebas e desta cidade para Belém. O Alberto Tuma, que é proprietário de colégio MAPLE, apoia no pagamento de despesas.As parcerias nós vamos conseguindo com os resultados. Em Belém não existiam mais atletas de vôlei em número suficiente para a Tuna . Então, parte dos atletas é da Tuna e outros são de outros municípios como Parauapebas. A Tuna tem parceiros no vôlei, mas quem assina os documentos perante o CBC são o Salatiel e o presidente Miltoniel Sobral. Eu tive liberdade de sugerir ao presidente para seguirmos adiante com as parcerias.
Enquanto estávamos fazendo jogos de seletiva de vôlei masculino, conseguimos arrecadar 7 mil reais. Fomos para o campeonato brasileiro masculino Sub-21 e ganhamos do Remo em Natal e depois já em Belém ganhamos de novo dele. Tivemos vitórias importantes no sub-17: Ganhamos da APAD e do Remo. Ganhamos do Paysandu e ganhamos a final do primeiro turno do Remo. Hoje, dia 1 de junho (Observação: data da entrevista), estamos estreando no sub-18 masculino contra o Paysandu.
Antigamente os atletas queriam sair da Tuna, agora eles querem vir para a Tuna. O Hudson do vôlei masculino é técnico da seleção do Pará Sub 21. Estamos contratando um técnico auxiliar para ajudar o Hudson, sendo pago pelo CBC. O CBC é um parceirão. Está se destacando a Tuna diante do CBC. Eu estou também tentando introduzir a figura do mascote. Nós na Tuna estamos procurando melhorar o marketing do clube. Precisamos estar mostrando resultados. É na base da meritocracia. Este campeonato brasileiro de polo aquático na Tuna ajuda a projetar uma boa imagem dela junto ao CBC.“
3-Quais as dificuldades que encontrou quando chegou na Tuna? E agora como está?
Antes do CBC as dificuldades eram imensas. Não havia os recursos necessários. Agora o Salatiel está dando apoio, junto com a Eneida, coordenadora esportiva. Minha equipe é o Augusto Castro no futebol de salão; a Betânia, no vôlei feminino; o Hudson, no vôlei masculino e a Angelina, na natação. Completando a equipe temos o Max, subordinado à Angelina; o Márcio no vôlei masculino, para ajudar o Hudson e um que está vindo para o Futsal.
Estes profissionais que vem trabalhar na Tuna são indicações técnicas, não são indicações pessoais minhas ou do Miltoniel. É pelo mérito deles. Estamos fortalecendo nosso quadro profissional. Esta verba que está vindo do CBC é até a próxima olimpíada, quando fecha um ciclo. Temos assim uma verba carimbada para comprar material. Vamos ter pregão eletrônico para comprar material. É uma dádiva o CBC para a Tuna.”
4- Como melhorar mais a situação dos esportes na Tuna?
“Pode melhorar a situação se as pessoas na Tuna acreditarem. Se não tiver quem atrapalhe já ajuda. O vôlei de praia, por exemplo, temos de acreditar. Não teremos custos. É possível conseguir apoios, pois como é vôlei com dupla, esta dupla pode ir atrás de patrocínio e este dinheiro vai para a conta da Tuna. Temos profissionais pagos pelo CBC com carteiras assinadas pela Tuna.
E em relação à Náutica.o vice-presidente Roberto me procurou. Ele tem um projeto para o setor. Eu destaco que sendo executada a parte estruturante, eu darei o apoio com maquinário, irei fazer a fundação, a estrutura metálica. Depois disto pensaremos em um planejamento, pode haver investimento para a participação de ribeirinhos e até abrir a Náutica para o público. Temos de nos fortalecer na Náutica, unir mais o grupo de lá.
Destaco a importância da natação da Tuna, não como a maior em número de remadores entre os clubes de Belém. Mas o número de nadadores está aumentando e nossos atletas ganhando medalhas, mostrando resultados.”
5-Que novos esportes a Tuna poderá desenvolver?
“Volei de praia, atletismo e ciclismo”.
8-Há possibilidade de implantar o basquete na Tuna?
“Ainda não é possível. É preciso ver que cada esporte novo sai a um custo mensal de mil reais. Se for para um novo esporte que demore a dar um bom resultado financeiramente, é um caso a pensar.”
6-Mais patrocínios podem ajudar a implantação de novos esportes?
“Sim, temos os exemplos no vôlei, as experiências bem sucedidas.Quero aqui ressaltar que o vôlei feminino foi um mérito da administração da professora Graciete. Eu continuei o processo e dei prosseguimento nesta prática no vôlei masculino. Foi fundamental a parceria com colégios. Temos atletas de Benevides, de Paraoapebas, de Curuçá. “
10-Poderiam ser novos torcedores da Tuna?
“É possível. Quando a Tuna chega em locais do interior do Pará, locais onde dificilmente Remo e Paysandu vão em se tratando de vôlei, ela é muito bem vista e bem recebida.”
7- Qual sua mensagem?
“Acreditem, deixem a gente trabalhar que as coisas estão dando certo”.


